Pessoas Dissimuladas

Acabei de ler um artigo no blog da Marta Eunice, o “Mudando o Percurso” sobre a experiência dela com uma determinada pessoa dissimulada que passou em sua vida e como eu me identifiquei com a postagem! Sabe, é como se a Martika estivesse falando sobre algo que passei e ainda preciso superar, saber lidar e vigiar pra não cair na tentação de me envolver com pessoas com o mesmo histórico.

Meu marido diz que eu tenho mel pra esse tipo de pessoa. Posso afirmar pra vocês que hoje faz exatamente 6 meses que não me envolvo com pessoas dissimuladas e ando em constante vigilância.

Se você não tem tanta experiência demora a perceber quando uma pessoa é dissimulada. Até porque ela costuma ser mestre em não deixar aparecer, encobrir, fazer parecer diferente, disfarçar, fingir. Quando busco no meu pensamento as poucas pessoas desse tipo que passaram e o estrago que fizeram na minha vida, eu fico a me perguntar o porquê de ter deixado as coisas chegarem a esse ponto. Até porque algumas dessas pessoas participaram dos momentos mais difíceis que passei em algum momento da vida.

A que trouxe menos estrago, me aproximei por dó. Sim, por dó porque no ambiente onde vivíamos a maioria das pessoas faziam questão de assedia-la moralmente (assédio que também sofri por parte das mesmas pessoas). Nossa amizade foi crescendo com o tempo e quando vi, ela sabia de tudo da minha vida e eu quase nada da dela (assim como no artigo do blog da Martika). Com o tempo percebi que toda vez que ela chorava por alguma coisa que tinha dado errado ou que ela tinha pisado na bola, eu sempre era “todo ouvidos”, mas quando eu precisava desabafar ela nunca estava disponível. E assim foi por meses ela “sugando” todas as minhas forças até que acabei me afastando por causa de uma depressão. Ficamos meses sem se falar e quando nos encontramos, ela se fez de vitima, falou um monte e acabou que me afastei de vez. Tenho contato com ela até hoje, mas é um contato muito distante, na base da “educação”.

Só que, mal ela saiu da minha vida, apareceu outra. Só que essa é Ph.D. na dissimulação. Mas eu estava me recuperando da depressão e sentia falta de uma amiga pra desabafar, pra conversar, pra rir. E ela sempre toda ouvidos, sempre me elogiando, me colocando lá pra cima. E eu gostava tanto que dizia para todos que ela era minha irmã! 

Resumindo a conversa, a máscara dela caiu quando passamos a trabalhar na mesma empresa. Ela não aceitou ver que eu brilhava mais que ela, que os elogios e os olhos da patroa e dos colegas eram voltados para mim e não para ela; que os convites para o happy hour só eram feitos para mim; que vinham pedir conselhos para mim. Pois é, ela surtou e por debaixo dos panos passou a mover os pauzinhos e passados alguns dias fui transferida de empresa. Ainda não contente, me prejudicou utilizando de outros subterfúgios que me colocou em perigo de vida, só que aí descobri que ela estava por trás de tudo e quando finalmente a máscara dela caiu, ela sumiu da minha vida.

Isso está para fazer um ano e outra dissimulada entrou no lugar dela, mas como eu estava ainda ferida, cortei no ato sem dó nem piedade, por isso estou a 6 meses de vigília. Foi difícil superar e é difícil fazer novas amizades com um pé atrás. Mas a partir de hoje vou seguir os conselhos que li: manter uma postura formal, não “abrir” a minha vida, agir com educação e evitar fazer parte do seu círculo de amizade. E que Deus me ajude a lidar com gente que tem essa psicopatia se eu não conseguir me livrar delas!

Aproveite e leia o artigo no Mudando o Percurso e deixe lá seu comentário.

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